O vereador de João Pessoa, Marcos Vinícius (PDT), classificou como inaceitável e cobrou providências urgentes do Governo do Estado da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, e da PBSaúde, responsável pela gestão da rede hospitalar estadual, após supostas denúncias feitas por servidores do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, na Grande João Pessoa.
As denúncias de servidores, divulgadas pela imprensa em emissoras de rádio e TV de João Pessoa, relatam supostas irregularidades graves no Hospital Metropolitano, incluindo baratas na comida servida a pacientes e funcionários, falhas no ar-condicionado, falta de insumos básicos e problemas trabalhistas. Segundo os servidores, há atrasos ou ausência no depósito do FGTS, sobrecarga de trabalho devido ao número insuficiente de profissionais e eles cobram a convocação dos aprovados no último concurso público.
“Fiquei estarrecido e profundamente indignado diante de tanto descaso com a vida humana, dos pacientes ali internados, e com aqueles que têm a missão de salvar vidas. É inadmissível que nossa gente e os profissionais da saúde trabalhem nessas condições, sem direitos garantidos, sobrecarregados, e ainda tenham que conviver com situações insalubres como baratas na comida”, afirmou Marcos Vinícius.
O pedetista também cobrou uma atuação firme dos órgãos de fiscalização e controle, solicitando a intervenção do Ministério Público Estadual e Federal, do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), da Vigilância Sanitária, além dos conselhos de classe e sindicatos, para que realizem uma fiscalização rigorosa no hospital.
“Não podemos aceitar que o governador permita que a situação chegue a esse ponto. Estamos falando de um hospital público, referência no Estado, com denúncias gravíssimas, incluindo baratas na comida de pacientes e funcionários. Isso exige fiscalização imediata e responsabilização”, reforçou o parlamentar.
Marcos Vinícius destacou ainda que a população paraibana espera ações concretas do Governo do Estado para resolver os problemas, e não apenas respostas formais. “A sociedade precisa ver atitudes práticas. Não basta divulgar notas, como fez a PBSaúde, tentando justificar os descasos e dizendo que os problemas já foram resolvidos. É preciso transparência, respeito com os servidores e, principalmente, com os pacientes que dependem do sistema público de saúde”, concluiu.



