Conselheiros pertencentes ao Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), órgão que fiscaliza e disciplina o exercício da profissão de enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, tornaram público sérias denuncias em torno do nome da instituição que representa a enfermagem.
De acordo com o teor apresentado, por meio de um documento encaminhado ao Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) que a imprensa local teve acesso, alguns integrantes do Coren-PB relatam o seguinte teor: “Postura intimidadora, que não apenas constrange os membros do colegiado, mas também fere de morte o principio democrático, transformando o que deveria ser um espaço de debate plural em um ambiente de imposição unilateral. Tal comportamento revela um padrão preocupante de abuso de poder, que se estende para além das plenárias”.
Segundo o texto do documento encaminhado ao Conselho Federal, há também, no âmbito do Coren-PB, um suposto “abuso de autoridade” por parte da presidência, o que torna o ambiente marcado por falta de transparência, de isonomia e de supostos favorecimentos pessoais.
“A falta de transparência é uma marca da Presidente, manifestando-se de diversas formas: Escolhas por Preferência: Decisões administrativas e designações para atividades são frequentemente baseadas em preferências pessoais da Presidência, em detrimento de critérios técnicos ou da isonomia entre os conselheiros. Seleção para Viagens e Eventos: A escolha de conselheiros para participar de viagens, eventos internos e do sistema COFEN ocorre de forma sigilosa, sem comunicação prévia ao plenário. Com isso, os mesmos conselheiros são Manifestação Denúncias de Irregularidades e Abuso de Poder sistematicamente contemplados, enquanto outros são excluídos, em claro desrespeito ao princípio da igualdade de direitos.”, diz o texto do documento.
O documento, enviado pelos conselheiros do Coren-PB ao COFEN, atesta ainda que a presidência (do Conselho local) revela uma postura “centralizadora, personalista e autoritária, desprezando os princípios da moralidade, impessoalidade e eficiência que regem a administração pública”.
O Conselho Federal de Enfermagem ainda não manifestou uma explicação pública, relacionada às denúncias dos conselheiros do Coren da Paraíba.



